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Contos e Lendas

Publicado em 15/04/2014 às 14:44

A Caça dos Macucos

       Há muitos anos, quando São Carlos ainda era uma imensa mata com inúmeros animais selvagens, veio para cá uma familia com muitos filhos, a familia de Dona Ana Mergen, oriundos de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Vieram de carroça, passando pelos longos dias de viagem inúmeras dificuldades, inclusive enchentes, onde a carroça em algumas situações ficava boa parte dentro da água.

      Numa noite os irmãos de Dona Ana saíram de casa para caçar macucos, o que era muito comum na época. Além de procurar o alimento, encontrava nessa atividade uma diversão. Caminhando na mata ouviram o piar de um macuco lá do alto da árvore. No entanto, o macuco era muito esperto, quando percebeu que os meninos se aproximavam, simplesmente mudavam de lugar, ora, ora ali........

      Enquanto procuravam pelo esperto macuco, qual foi o susto! Ouviram um barulho diferente. O que será? Esconderam-se e avistaram um enorme tigre! Ficaram muito apreensivos com o tigre que se aproximava. A sorte foi que não sairam sozinhos e tinham valentes cães que os acompanhavam. A situação ficou confusa, os meninos fugiram do tigre e o tigre fugiu dos cães.

      Os meninos voltaram para casas assustados e ofegantes, não traziam caça alguma, porém traziam consigo uma bela história que é lembrada até hoje. Sorte da natureza, que preservou tanto o tigre como o macuco.

 O Homem do Cavalo Branco

      Relato de João Mário Mendel: Conta-se que na época da colonização São Carlos e região contavam com a ação de um personagem lendário que podemos descrever como "Robin Wood" local da época. Dizem que era odiado por muitos, no entanto amado e respeitado por tantos outros, principalmente pelas mulheres. Aliás, possuia muitas aqui e ali. Como consequência disso, muitos filhos que talvez hoje, já velhos, ainda não saibam quem foi seu pai.

      Era uma andante foragido da policia, por isso gostava de andar disfarçado. Numa situação, inclusive, para não ser reconhecido vestiu-se de mulher. A policia jamais conseguiu captura-lo, até mesmo porque ninguém atirava melhor do que ele, sem dizer que possuia uma personalidade dominadora, onde o tom de voz e olhar firme fazi todo mundo ficar com medo.

      O Homem do Cavalo Branco era assim conhecido devido a cor do seu cavalo preferido. Andava sempre com seus capangas fazendo "negócios". O estilo dele não era de todo o mau, porque defendia os colonos alemães que por muitas vezes encontrava-se indefesos numa terra estranha, onde eram perseguidos em algumas situações. Gostava muito de crianças, tanto que em suas andanças sempre caregava consigo um saco contendo balas que eram distribuidas as crianças sempre que ele as encontrava.

      A Fama do homem do Cavalo Branco se espalhou até Erechim, de onde vieram alguns homens valentes dispostos a enfrenta-lo. Sentados no restaurante do Hotel conversavam animadamente sobre a façanha que aqui realizariam, se gabando o tempo todo. Mal sabiam eles que o homem sentado na mesa ao lado e que ouvia a conversa tratava-se do sujeito que estava a caça.

      As mulheres que trabalhavam na cozinha a esta altura já encontravam-se aterrorizadas, prevendo um tragédia. Ficaram mais incrédulas ainda quando o Homem do Cavalo Branco entrou na cozinha e tranquilamente pediu a elas que esquentassem um panelão de sopa. Da cozinha ouvia-se barulho alto de risos e conversas dos forasteiros, quando o Homem do cavalo Branco perguntou, carregando o panelão:

- Vocês querem saber quem é o Homem do Cavalo Branco?

      E derramando a sopa sobre a cabeça do líder do grupo, falou calmamente:

- Eu sou o Homem do Cavalo Branco!

O Pobre homem apavorado e boquiaberto, todo ensopado, ainda conseguiu balbuciar:

- Mas.... você é um homem bom!!...

       E assim como era de praxe, calçou todos no revolver, mandou que tirassem as roupas, embarcassem no "29"  e contam que nunca mais apareceram por estas paragens.

       Comenta-se que o Homem do Cavalo Branco veio da cidade de Getulio Vargas e foi para lá que voltou, de onde ouviu-se dizer que a policia jamais conseguiu pegá-lo, e apesar da vida chia de aventuras e perigos, viveu mais de 100 anos.

      Está é a História do Homem do Cavalo Branco e fica a pergunta:

- "Herói ou bandido"?

 

Melon Pedha

      Relato de João Mário Mendel: Dizem que há muitos anos atrás aqui em São Carlos e em vários outros lugares da colonização alemã era muito comum aplicar trotes nos outros, conhecidas na época como "empuias". Uma "empuia" que ficou muito conhecida foi a do "Melon Pedha" que, em português, quer dizer: "Pedro das melancias".
       Pedro gostava de se gabar dizendo que possuia o maios=r melancial de toda a região e para completar, também dizia que no seu melancial encontrava-se a maior melancia. Era tão grande, mas tão grande, que ninguém conseguia roubar a melancia antes mesmo de clarear o dia.
      Pedro das melancias foi para casa antes que escurecesse, pegou apressado um pelego e falou pra a sua mulher que passaria a noite no melancial.Lá Estava ele, deitado sobre o pelego ao lado da melancia. A noite foi longa Pedro estava cansado e com fome.

      Olhou a sua volta, faltava somente alguns minutos para o dia raiar, foi para casa achando que nimguém mais apareceria por ai mas não percebeu que o comerciante também passou a noite perto do melancial, esperenado a hora certa para se apoderar da "gabada" melancia. Não deu outra..
      Mal pedro das melancias chegou em casa, recebeu um convite para ir ao "Armazém" ajudar a comer a maior melancia da região.

Fonte: Apresentação de Estágio de Ação participante e Docente - UDESC - Curso de pedagogia na modalidade a distância - Habilitação Educação Infantil

Tutora: Joize Fátima Hirsch Both

Estagiárias:

Eloir Boitt, Janice Hoff Lucatell, Márcia Jaeger, Maria Lourdes Rauber.